Determinados um para o outro?

alma gêmea

Ownt! Muito fofos esses dois aí em cima, não é mesmo??? 🙂

O post de hoje estava na gaveta já há algum tempo, e finalmente consegui parar para desenvolvê-lo. Desde já aviso que o tema é polêmico, porém necessário! Não pretendo esgotar o assunto devido a sua complexidade, mas acredito que podemos tentar, juntos, compreender melhor como Nosso Pai realmente vê esse sentimento tão lindo e especial – criado por Ele mesmo para a nossa felicidade: o Amor…

Todos gostamos de falar de amor! Somente evita o assunto quem está com o coração ferido por alguma decepção, e mesmo assim, é quase impossível evitá-lo por muito tempo! A experiência mostra que enquanto se está em busca de sua tampa, mesmo aquele coração estraçalhado de tanto sofrer, logo, logo, acabará ficando roxinho ou vermelhinho de amor – leia-se paixão – outra vez!rs A cor vai depender do sucesso [ou não] com o novo pretendente!hehe

Bom, mas vamos ao que interessa!

Tenho notado que muitos cristãos, já há bastante tempo, nutrem em seus corações apaixonados a idéia de um Pai que determina uma alma gêmea para Seus filhos. Será que tal conceito é real?

Não há dúvidas de que Nosso Pai tem prazer em participar também da área sentimental de nossa vida. Graças a essa participação eu fui – e continuo sendo – extremamente beneficiada! Amo e sou amada por meu querido esposo, amo esse Amor que recebemos graciosamente das Mãos do Nosso Deus, e como casal temos crescido cada dia mais nesse Amor!

Mas será que o Amor, com “A” maiúsculo ao qual me refiro, aquele cuja Fonte é o Nosso Criador, é o mesmo amor tão facilmente mencionado por todos, porém difícil de ser visto, na prática, como um sentimento estável, durável, e verdadeiro?

Muitos são os pombinhos, aqueles que veêm coraçõezinhos por toda parte, que afirmam que Deus os escolheu um para o outro. Confesso que eu mesma, por muito tempo, pensei dessa forma. E qual o problema, não é mesmo? Afinal, é tão romântico pensar que aquela pessoa que nos faz tremer da cabeça aos pés só de pensar no nome, foi escolhida por Deus para nos fazer feliz… A idéia é linda, o amor é lindo, mas a realidade apesar de linda também, é mais racional… Não por que Deus não aprove o romantismo, mas simplesmente por que antes do romance deve vir a responsabilidade, a reflexão, e todos os elementos necessários a fim de nos protegermos de ciladas e sofrimentos indesejáveis. Isso o que eu disse vai totalmente de encontro (ou seja, contra) ao pensamento pós-moderno, não é mesmo? Eu sei, e não me importo, o que importa para mim é o que Meu Pai pensa sobre Sua própria criação, afinal, Ele não acha que sabe, Ele sabe!!!

Como uma boa Filha curiosa que sou, comecei a questionar Meu Pai a esse respeito, e já há alguns anos Ele tem me ensinado, através da vida de outros e de minha própria, a racionalizar o Amor. A lição aqui é: Aquele que ama pensa!!!

É óbvio que no início, quando eu era mais irracional e imatura, tais ensinos foram um verdadeiro banho de água fria para mim!!!  😦  Mas essa carinha tristinha aí atrás não durou muito tempo não, amém?!

Em Seu Livro, Meu Pai diz o seguinte: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.  João 8:32

E foi exatamente como me senti quando descobri a verdade sobre esse assunto: liberta! 

Continuando com a lição, foram inúmeras, muitas mesmo, as vezes em que me deparei com casais que juravam que Deus os havia escolhido um para o outro, e que depois de pouco, ou muito tempo (mais pouco do que muito!), terminavam seu relacionamento em meio à intensas brigas, discórdia entre as famílias, escândalos em público, e às vezes até mesmo violência física! Isso não é novidade, não é mesmo? Vemos isso na mídia todos os dias! Mas nem me refiro a esses casais que acabam expondo sua míséria para o país inteiro. Posso falar apenas dos que presenciei, convivi, e juntamente com eles, fui enganada pelo tal amor…

Como já era de se esperar, após o centésimo exemplo, a cabeça começa a ficar confusa e perguntar: “Espera aí, não foi Deus Quem escolheu? Não tinham eles nascido um para o outro? O quê deu errado então? Deus errou na escolha???

Pausa para reflexão…

É muito comum entre os jovens cristãos especialmente, a idéia de que cada pessoa por quem se apaixonam, foi “enviada” por Deus em resposta às suas orações. Como se uma vez que o cupido os acertou em cheio, isso fosse um sinal claro, evidente, e óbvio de que Deus previamente fez a escolha por eles… Considero tal pensamento, muitas vezes impulsivo e sem as devidas reflexões, perigoso para a saúde emocional dos nossos jovens. Nosso Pai nos alerta:“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas…” Jeremias 17:9

Triste, não é? Mas é verdade! Nosso coração – ou sentimentos, se assim preferir chamar – tem sua função em nossa vida, porém, há assuntos em que a razão precisa tomar as rédeas da situação, e isso é tão real que é comum encontrarmos charges a esse respieto em redes sociais (ambientes com uma predominância jovem!):

razão x emoção

Para o nosso próprio bem, é primordial que antes de ouvirmos a voz do nosso coração, busquemos ouvir a voz do Nosso Pai! Pois, a menos que estejamos em sintonia com Deus e Sua Palavra, seremos constante e facilmente enganados por nossos sentimentos. E ao contrário do que pensa a maioria, nem sempre a vontade do nosso coração é a Vontade do Nosso Pai!

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.” Isaías 55:8

Por mais romântico que seja, Deus não determina uma alma gêmea para ninguém. Sinto decepcioná-lo(a), mas a pré-destinação não tem base bíblica. Na própria Bíblia temos claras evidências de que ao mesmo tempo que Deus se importa com os mínimos detalhes da vida de cada Filha e Filho Seu, Ele também nos dá livre-arbítrio, inteligência, e sabedoria para lidarmos com nossos sentimentos e relacionamentos, incluindo os amorosos.

Muitos cristãos podem alegar que no exemplo de Isaque Deus já havia determinado que ele se casasse com Rebeca. Por isso, vou tentar explicar esse ponto, em poucas palavras, para que o post não se delongue ainda mais:

1. Era costume da época que os israelitas procurassem casar seus filhos e filhas com jovens de sua parentela, e não com povos que adoravam outros deuses (Esdras 10), para evitar que a idolatria, proibida pela Lei de Deus, se tornasse hábito também entre o povo de Israel. Ainda assim, sabemos que isso infelizmente aconteceu em diversos capítulos da história desse povo, trazendo maldição para suas famílias; Ou seja, já era esperado de Isaque que se casasse com uma moça da família de seu pai. Sendo assim, fica enviável a comparação entre aquele tempo e o nosso,  não deixando de levar em consideração que vivemos em um mundo ocidental, onde tais costumes não existem mais com tamanha força.

2.  Isaque, assim como seu pai Abraão, tinha um relacionamento de total dependência e aceitação da vontade de Deus (Gênesis 22). Dificilmente nos dias de hoje, encontramos um jovem virgem com quase 40 anos, e que aceite que Deus escolha com quem ele deverá se casar sem que antes ele veja, converse, analise se o físico da moça lhe atrai, se ela possui qualidades que ele busca, enfim, se decide se casar, ele antes quer checar por si mesmo se ela é perfeita para ele.

Além disso, havia uma tensão espiritual sobre o casamento de Isaque. Uma vez que ele era o filho da promessa divina que dizia que de Abraão nasceria um povo, e desse mesmo povo viria o Messias, se ele se casasse com a pessoa errada a linhagem de Israel – isto é, a linhagem do Messias – estaria em risco.

3. Isaque também tinha livre-arbítrio, mas decidiu aceitar a Vontade de Deus sem sequer questionar; Bem diferente de Sansão, que também pertencia ao povo de Deus, e tendo ainda mais responsabilidades que Isaque por ser nazireu, deveria ter se casado conforme a Lei, mas escolheu para si uma esposa entre os filisteus (Juízes 16).

Enfim, esse tópico é extenso, mas creio que já deu para compreender que tal comparação não é correta, tampouco justa, por serem situações e contextos diferentes dos que vivemos hoje.

Mas a boa notícia é que na mesma história, assim como também em muitas outras, podemos encontrar diversos indícios a respeito do modo como Deus age em nossos relacionamentos afetivos quando desejamos e permitimos que Ele se envolva. Ele tem prazer em acompanhar, orientar, ajudar, ou seja, participar! Mas a decisão final será sempre sua!

O importante é não misturarmos as coisas, nem tudo o que queremos é o que Deus quer, logo não podemos culpá-Lo quando as coisas dão errado, concorda?

Concluindo, o assunto não é fácil, eu sei, mas Nosso Pai fará questão de ajudá-lo(a) a compreender melhor esse tema, assim como fez comigo. Basta você estar realmente disposto(a) a saber a verdade, a se desfazer de alguns pré-conceitos e a recomeçar do zero, se assim for preciso. Do contrário, não se engane: ou ouvimos primeiro a Voz de Deus, ou a do nosso coração – nesse caso, assumindo a responsabilidade de todos os riscos envolvidos!

Desde muito antes de nos conhecermos, o Tomaz e eu orávamos a Deus constantemente pedindo que Ele nos ajudasse a encontrar UMA pessoa certa (ou boa) para nossa vida; alguém com os mesmos princípios espirituais e que tivesse qualidades que admirássemos; alguém, enfim, para amarmos, sermos felizes e, principalmente, que fosse do Seu agrado. Nosso Pai tem prazer em ouvir orações nas quais Seus filhos O convidam a participar de seus sonhos e decisões. E foi assim que, quando conheci o Tomaz, ao identificar nele qualidades e características que eu buscava num homem, decidi me dar a chance de conhecê-lo mais intimamente. Mais tarde, num momento em que eu estava madura o suficiente para amar com responsabilidade, me deixei apaixonar por aquele que seria meu namorado, noivo e hoje esposo. Aquele com o qual, pela graça de Deus, passarei minha vida inteira ao seu lado!!!

Essa é a nossa história, e pode ser a sua também, basta você permitir que Seu Pai se envolva, sem colocar Sobre Ele a parte que cabe somente a você: a da escolha!

Querido(a) leitor(a), espero tê-lo(a) ajudado, ainda que de forma singela, a ver o Amor sob a perspectiva do Céu, assim como Nosso Pai o vê! 🙂

“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o Amor.” 1 Coríntios 13:13

amor

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